
Pra falar da conquista do título brasileiro pelo Corinthians em 2011 a melhor palavra talvez não fosse coincidência, mas sim contradição. A contradição entre a perda do grande Sócrates, gênio da vida e desta sua parte desimportante, o futebol, e a emoção de um título que só ganhou sua beleza pela coincidência de ocorrer no dia daquela morte.
Além disso, a contradição entre o sofrimento e a alegria é constituinte desta relação social que é torcer pelo Corinthians. Claro que isso não foi dito para enfatizar especificidades de um time, ou mesmo para marcar uma diferenciação entre ele e os outros. Isso quem faz, afinal, são os outros, aqueles que propiciaram ao Doutor esta bela homenagem, a de tornar secundário o título nacional de um time de massas, justo ele que insistia que o futebol deve ser visto apenas como aquilo que é, uma parte da vida. Vida que, no seu caso, acabou-se assim, numa coincidência.
Além disso, a contradição entre o sofrimento e a alegria é constituinte desta relação social que é torcer pelo Corinthians. Claro que isso não foi dito para enfatizar especificidades de um time, ou mesmo para marcar uma diferenciação entre ele e os outros. Isso quem faz, afinal, são os outros, aqueles que propiciaram ao Doutor esta bela homenagem, a de tornar secundário o título nacional de um time de massas, justo ele que insistia que o futebol deve ser visto apenas como aquilo que é, uma parte da vida. Vida que, no seu caso, acabou-se assim, numa coincidência.
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